Programação Geral
Mostra VIOrizontes 2025
20/08
CONCERTO I - Por El Sur: diálogos de gêneros e ritmos da música latino-americana
Horário: 19:30
Local: Conservatório UFMG – Auditório
Neste concerto, o público é convidado a embarcar numa viagem musical “por el sur”, guiada por ritmos, gêneros e paisagens que moldaram a identidade do violão latino-americano. Nesse contexto, o instrumento reflete especificidades das várias culturas, mas não se isola: busca reconhecer toda a unidade musical que pulsa na rica paisagem sonora da América Latina. Saindo ao sul, nos deparamos com os argentinos Atahualpa Yupanqui (1908-1992), Carlos Moscardini (1959) e Alberto Ginastera (1916 – 1983), que exploram em suas obras os gêneros e danças sul-americanos de forma sui generis. No caminho, cruzamos os Andes e encontramos os ecos do Chile de Juan Rodríguez (1883 – 1944) – autor cuja obra foi imortalizada por Dilermando Reis –, os ritmos dos atardeceres andinos de Felipe Ramírez de la Fuente (1987) e a visceralidade poética de Violeta Parra (1917 – 1967), cuja música ressoa como memória coletiva de um povo. O Paraguai se apresenta com a genialidade multifacetada de Agustín Barrios, personagem digno de cinema, cuja obra une virtuosismo e lirismo com rara naturalidade. Ao retornarmos ao Brasil, somos acolhidos pelas harmonias refinadas de Tom Jobim (1927 – 1994) e Geraldo Vespar (1937), representantes de um violonismo brasileiro que é, ao mesmo tempo, tradição e invenção.
Bacharel em violão pela Universidad Nacional de Cuyo, Mestre e Doutor em Performance Musical pela Universidade Federal de Minas Gerais (2024), nasceu na cidade de Mendoza, Argentina. Tem se apresentado, como solista e em diferentes formações musicais, em diversos projetos com temáticas estilísticas que vão do erudito ao popular. Atualmente continua com seu desejo de crescimento profissional e em busca de novos projetos para alcançar uma constante evolução artística.
Violonista, pesquisador e, desde 2016, professor de violão no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), onde atua nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. Goiano do “pé rachado”, é bacharel e Mestre em música/violão pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atualmente, cursa o doutorado em Performance Musical na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenvolvendo uma pesquisa sobre estratégias para o desenvolvimento de competências musicais e instrumentais por meio da improvisação livre. Entre suas produções artísticas mais recentes, destacam-se os álbuns My Favorite Works for Solo Guitar (2021) e Suite & Sonata (2023).
21/08
Oficina de Performance VIOrizontes
Horário: 13:50
Local: Conservatório UFMG – sala
Um encontro entre violonistas da graduação e pós-graduação da UEMG e da UFMG — aberto também a músicos de outras formações — propõe um espaço de escuta, troca e experimentação. No repertório, obras que os participantes vêm explorando em seus estudos ganham vida em interpretações compartilhadas, seguidas de comentários e conversas entre colegas. Mais que um recital, o evento celebra a construção coletiva do saber musical, unindo diferentes trajetórias em torno da arte do violão.
Coordenação: Michel Maciel
Projetos de pesquisa PPGMUS-UFMG e PPGArtes-UEMG
Horário: 16:00
Local: Conservatório UFMG – sala
Exposição dos projetos de pesquisa de mestrado e doutorado dos(as) recém-ingressantes — ou de pesquisadores(as) em fase inicial — nos Programas de Pós-Graduação. Cada participante terá até 15 minutos para apresentar os principais eixos de seu trabalho, abrindo-se, em seguida, um espaço para perguntas, comentários e sugestões da comunidade presente. A atividade busca promover o diálogo, o acolhimento e a construção coletiva do pensamento acadêmico desde as etapas iniciais da pesquisa.
Coordenação: Luigi Brandão
CONCERTO II - Veredas românticas e nacionalistas
Horário: 19:30
Local: Conservatório UFMG – Auditório
Jornada musical por caminhos que atravessam os campos do romantismo e do nacionalismo. A primeira parte convida o público a uma escuta sensível e reflexiva de dois dos maiores compositores brasileiros, através de peças retiradas das séries de 12 Estudos de Heitor Villa-Lobos (1887–1959) e de 12 Estudos de Francisco Mignone (1897–1986). Longe de se restringirem ao desenvolvimento técnico do instrumentista, essas composições apresentam um grau elevado de elaboração estética, unindo elementos virtuosísticos e expressivos em uma escrita musical densa e refinada. Os universos musicais de Villa-Lobos e Mignone não são apenas momentos distintos da construção da linguagem violonística nacional, mas sim dois modos de transvalorar tradições populares em obras com uma mirada universal. Na segunda parte, são apresentadas obras de Vladimir Rebikov (1866-1920), Antonio Jiménez Manjón (1866-1919), Paulo Florence (1864-1949), Agustín Barrios (1885-1944) e Carlos Pedrell (1878-1941), todos contemporâneos entre si. Ainda que tenham origens diversas, a orientação poética romântica une os autores sob uma mesma tradição. Assim, a partir de compositores violonistas e não-violonistas, é traçado um panorama das possibilidades artísticas do instrumento, contando ainda com transcrições de peças originalmente concebidas para piano, prática comum na história do violão. Ao articular essas obras em um mesmo percurso sonoro, Veredas Românticas e Nacionalistas propõe uma escuta contínua e integrada, em que diferentes contextos se entrelaçam na construção de uma linguagem violonística rica, expressiva e plural, reafirmando o violão como instrumento de memória, invenção e identidade.
Iniciou seus estudos na Casa de Música de Ouro Branco, cidade onde nasceu. É doutorando em Performance Musical na Universidade Federal de Minas Gerais, mestre pela mesma universidade e graduado em violão pela Escola de Música da UEMG. É coordenador das oficinas do projeto “Orquestra de Formação” na ACCMOB e idealizador e coordenador do Festival de Violões José Lucena da cidade de Ouro Branco. Desde 2004, atua como professor de violão na Associação Cultural Casa de Música de Ouro Branco
Iniciou seus estudos musicais no Conservatório de Tatuí. Mestre em Música pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) e Bacharel pela Universidade de São Paulo (USP), recebeu, ao final da graduação, o “Prêmio Olivier Toni”, condecoração por destaque artístico. Durante sua formação, foi selecionado como bolsista para o Festival de Música de Santa Catarina (2020, 2023), Festival de Inverno de Campos do Jordão (2019), Festival Assad (2017), entre outros. Atualmente, cursa Doutorado em Performance Musical na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
22/08
Palestra: Notas sobre o músico e o artista em Balzac
Horário: 14:00
Local: Conservatório UFMG – sala
Sentado à frente de seu computador, o autor se perguntava como explicaria ao público a fala que pretendia lhe oferecer. Não lhe parecia correto dizer que ia falar sobre os romances de Balzac, pois em verdade apenas ressaltaria neles pontos-chave para a ilustração de certo imaginário sobre o músico e o artista. Falar sobre o compositor Gambara, do seu próprio ponto de vista de músico, e ligando a personagem a questões do campo prático da interpretação musical, não é, afinal, falar sobre o romance Gambara. Mas também não caía bem dizer que ia tratar do músico no século XIX, sob a luz do romantismo, pois que os casos que discutiria seriam todos personagens de Balzac, amostra consideravelmente reduzida. Como é que o comentário do duque Cataneo sobre a genialidade de uma intérprete, ainda que contraposto ao comentário da duquesa Massimilla Doni sobre a infeliz necessidade que os compositores tinham de comprazer os intérpretes em suas composições, poderia ser representativo de uma concepção mais geral? Sem se decidir entre um e outro, fez as pazes consigo elegendo o título que viram acima, e escrevendo essa irônica nota a fim de se desobrigar de expectativas que o atrapalhassem no trato com seu verdadeiro tema, do qual essa palestra não é senão uma mostra, e que é, bem entendido, a figura do intérprete musical nos romances do século XIX.
Pós-doutorando do PPGARTES – UEMG. Músico humanista formado integralmente pelo sistema público de educação superior do Brasil, trabalha atualmente sobre a percepção do intérprete musical nas obras de literatura dos séculos XIX e XX. Enquanto intérprete, dedica-se a obras tonais (ou quasi-tonais) do repertório de violão erudito dos séculos XX e XXI. Desde que reside em Minas Gerais, gosta muito de torresmo. Tem por um de seus livros favoritos Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo.
Workshop: Interpretação dos estudos de Léo Brouwer
Horário: 15:00
Local: Conservatório UFMG – sala
O workshop visa auxiliar o músico intérprete a desenvolver uma performance mais bem fundamentada, rica, crítica e criativa, a partir de um maior embasamento teórico, bem como outros recursos e ferramentas para otimizar o estudo. Para alcançar tais objetivos, serão empreendidas as seguintes estratégias:
- Contextualização biográfica do compositor enfocado e das obras escolhidas em relação ao resto de sua produção artística;
- Análise harmônica, morfológica (da estrutura formal e da textura) e fraseológica;
Serão sugeridos textos complementares, cujas leituras poderão estimular a reflexão e o pensamento crítico. Por ser uma oficina prática, os participantes são convidados a levarem seus instrumentos.
Atua como professor de violão, no CEFART e no Ateliê da Música, além de também desenvolver atividades pontuais como a oficina Apreciação Musical: uma abordagem crítica e as palestras Mat&(mús)ica e Criatividade, já realizadas na UFOP, UFMG e UFC.
Dentre sua produção artística destacam-se os trabalhos Villa-Lobos: obra integral para violão solo, Um Baile Ba(ch)rroco, Homero: o contador épico, Onda de Silêncio, Grito de Alerta e o concerto-didático Cinco séculos de Violão.
É mestre pela Universidade de Aveiro (Portugal), bacharel pela UFMG e Licenciado em Música pelo Claretiano. Como pesquisador, é autor de artigos publicados e participa ativamente de congressos, com destaque para o ISME (Escócia) e para o PERFORMA’ 15 (Portugal) onde foi premiado pela comissão científica do congresso com menção honrosa.
Palestra e lançamento de livro "12 estudos de arpejo para violão"
Horário: 17:00
Local: Conservatório UFMG – sala
Apresentação do livro 12 estudos de arpejo para violão, com uma palestra a respeito pelo próprio autor da obra, o violonista, compositor e professor Alexandre Gismonti. Serão abordados aspectos como a motivação para composição da obra, a sua relevância para o repertório do violão, a adequação aos âmbitos didático e artístico-musical, as técnicas de execução requeridas e a sua importância para o desenvolvimento de habilidades motoras, os desafios pedagógicos para estudante e professor. A palestra será ilustrada com excertos de alguns dos estudos.
é bacharel em Música (Violão) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2010), mestre em Música (2017) pela mesma Instituição e doutor em Performance Musical (2021) pela Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência como intérprete, compositor, arranjador, professor e pesquisador. Foi vencedor do Festival de Música das Rádios MEC e Nacional na categoria instrumental em 2015 com a composição “Na pressão”. Gravou quatro discos no exterior (Alemanha, Canadá e Suíça) e três discos no Brasil. Possui obras registradas em mídia audiovisual na plataforma Guitar By Masters (Dallas/EUA). Ministrou o curso “Ritmos Brasileiros para violão” no exterior (California Brazil Camp/EUA) e no Brasil (Usina de Arte João Donato/AC e Oficina de Música de Curitiba/PR) e a palestra “Polyrhythm in the music of Egberto Gismonti” na Haute École de Musique de Genebra/Suíça em 2019. Lecionou na Escola de Música do CEFART em 2018, no CENEX/Curso de Extensão Universitária da UFMG em 2019, é professor designado no CICALT/Centro Interescolar de Cultura, Arte, Linguagens e Tecnologias desde 2018 e professor contratado na Escola de Música da UEMG, ambos em Belo Horizonte/MG.
CONCERTO III - “Brasis” em 7 e 6 cordas
Horário: 19:30
Local: Conservatório UFMG – Auditório
Repertórios que definitivamente não costumam se encontrar em concertos de violão marcam a terceira noite da Mostra VIOrizontes 2025. Lucas Telles, em 7 cordas, apresenta composições próprias com inspirações tanto na música popular urbana – choro, samba, baião – como em manifestações regionais – jongo, frevo e maracatu. Já com Artur Miranda Azzi, em 6 cordas (mas com surpresas), os compositores brasileiros também predominam, ainda que referências e propósitos sejam completamente distintos. Se na primeira parte a nossa grande tradição, ainda que relida e renovada, remete ao que já se consolidou chamar “violão brasileiro”, não se pode negar que se anunciam outras brasilidades na parte final do programa, alargando as fronteiras de nossa cultura musical e impedindo que se a aprisione em estereótipos.
é um dos músicos contemporâneos que vem se destacando na profícua cena instrumental de Minas Gerais, com uma carreira que transita entre a composição, o violão, a produção musical e o ensino. Professor do Departamento de Instrumentos de Canto da UFMG, ministra disciplinas como Produção Musical, Gravação, Prática instrumental e de Conjunto, além de dirigir a Orquestra de Choro da UFMG. Atualmente é doutorando em Música – Processos Analíticos e Criativos pela mesma instituição. Seu trabalho como compositor e arranjador o levou a ser premiado duas vezes com o Prêmio BDMG Instrumental, em 2013 e 2019. Lançou seu primeiro disco autoral em 2019, Outono, que reúne nove composições que mesclam gêneros como choro, samba, jongo, valsa e forró com o jazz e a música camerística. Em 2021, apresentou dois novos trabalhos: o single “Modinha do Adeus”, parceria com o poeta Rogério Santos e interpretado por Luísa Lacerda, e o EP Trilhar, com três peças para violão solo. Em 2024, lançou o EP Primavera, uma colaboração com a pianista e compositora Luísa Mitre. Como integrante do grupo Toca de Tatu, Lucas produziu três discos: Meu Amigo Radamés (2013), Afinidade (2017) e Toca de Tatu (2021).
é violonista e pesquisador. De vez em quando, compõe algumas coisas. Fez bacharelado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma pós-graduação artística na Akademie für Tonkunst Darmstadt (Alemanha) e mestrado na Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Frankfurt am Main (Alemanha). Interessa-se por investigar modos de acoplamento entre humanos e artefatos que escapem de formas hegemônicas. Também se dedica ao repertório canônico a partir de uma perspectiva algo maneirista, preferindo o tensionamento e o desequilíbrio em relação a estruturas classicizantes. Realiza concertos em diversos países, teve algumas composições estreadas e foi docente na Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Frankfurt e na UFMG. Atualmente, realiza um doutorado em cotutela na Universität Münster (Alemanha) e na Universidade Federal de Minas Gerais, com bolsa da Friedrich Ebert Stiftung. Nunca ganhou um grande prêmio. Não tem hobby algum, embora goste de várias atividades.
Programação nos Centros Culturais
26-30 de agosto















Centro Cultural BAIRRO DAS INDÚSTRIAS







